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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Primeiro teste com Lente Canon EF 75-300 f/4-5.6 II para Astrofotografia




Um novo equipamento ou a troca por um outro diferente traz consigo muitas mudanças, além do equipamento (claro). Confesso que quando possuía minha Nikon d3200 cheguei em um momento em que não sentia mais prazer em fotografar, ou melhor, astrofotografar. Achava que eu já tinha tirado o máximo dela e que eu não conseguiria tirar nada de melhor além do que eu já havia conseguido. É claro que eu estava errado, mas não digo que totalmente e explico mais pra frente o porque, mas foi justamente após vender a minha Nikon é que percebi o quanto ela poderia me oferecer e as inúmeras funções que eu sequer sabia que existiam nela, e funções essas que melhorariam muito minhas fotos do dia-a-dia. Em astrofotografia nem tanto, pois usava mais em foco direto no telescópio e essas funções não acrescentariam em nada nas imagens.

Quando digo que eu não estava totalmente errado quanto ao meu desleixo, digo isto pois ao adquirir minha primeira dslr percebi uma pequena, mas importante diferença entre Canon e Nikon: o preço das lentes.As lentes Nikon com motor para foco automático embutido custam quase o dobro de uma Canon com a mesma especificações idênticas, e um exemplo disto é a comparação entre uma 50mm EF 1.8 Canon e uma 50mm 1.8 af-s Nikkor, enquanto uma nova no mercado livre custa 450 reais a outra custa 845 reais, respectivamente. Esse preço alto em lentes comuns me permitiu adquirir apenas um 35mm 1.8 e uma lente antiga 28-90mm 2.8 com foco manual. E como havia dito no principio, a mudança ou aquisição de novos equipamentos sempre traz aquela euforia, a vontade de testar tudo, de ver tudo com novos olhos, planejar durante o dia o que irá fazer e por a mão na massa a todo instante possível.


E isto aconteceu ao adquirir minha T4i e está novamente acontecendo agora que comprei minha primeira lente canon, um 75-300mm com abertura de f/4 na menor distancia focal e f/5.6 em 300mm. Não é nenhuma lente prime, pelo contrario, até onde li é uma das lentes zoom mais simples da linha mas me agradou bastante para fotos diárias. Como é bom poder voltar a fotografar aviões e pássaros a distância, com qualidade. Fazia isso com o refletor de 150/750mm da SkyWatcher, que me proporcionava cerca de 1º de visão, permitindo bons detalhes em objetos bem distantes, e agora tenho essa oportunidade novamente, que apesar de proporcionar o campo 5x maior que o telescópio, tem a vantagem de ser leve, portátil e ainda a facilidade com o foco automático ou mesmo o manual com o ajuste fino bem na ponta dos dedos.

Anu Preto no fim de tarde pela T4i e lente em 300mm

Após me divertir bastante com as possibilidades de fotos diurnas, resolvi fazer alguns testes sem muitas expectativas do céu noturno. O alvo foi a região de eta carinae, para que além da lente eu pudesse testar o principal diferencial da minha câmera, que é a modificação para astrofotografia que me permite maiores detalhes principalmente em nebulosas. Após montar tudo e configurar o intervalômetro com 5 segundos de exposição para que as estrelas não criassem rastros por conta do tripé fixo, consegui um amontoado de fotos para fazer o empilhamento e pós processamento. Somente após fazer o backup do cartão de memória percebi que esqueci de mudar o formato das imagens para raw, e acabou ficando tudo em jpeg mesmo hahahahaha confesso que sou bem voado.

Frame único da sessão de registros

No fim das contas, no tempo em que eu deixei a câmera registrando tudo sozinha no quintal e fui jantar, o céu aproveitou e resolveu fechar. Dos mais de 340 frames, só aproveitei 72 sem nuvens e ainda assim com um monte de riscos de satélites cortando o campo da fotos. Por sorte ainda assim consegui um bom resultado no empilhamento e devo confessar que a lente me surpreendeu. Pensei que iria  conseguir apenas alguns poucos detalhes no Aglomerado Aberto próximo de Eta Carinae, mas foi muito além disso, revelando muitos detalhes da nebulosa e da região no entorno. É claro que nem tudo são flores, as estrelas ficaram com um pouco de aberração cromática como eu já esperava, mas creio que isso seja resolvido fechando o diafragma da lente e jogando por volta de f/7.1 ou até mesmo f/8.0, mas só poderei fazer isso em uma montagem motorizada, para que a baixa abertura da lente possa ser compensada com exposições maiores. Abaixo o resultado final após o pós processamento no photoshop, com 5:05 minutos de exposição total e o iso de 6400 absurdamente alto rsrs


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Aplicando novo método de pós processamento

Ta tudo andando meio bagunçado nesse momento em minha vida eu não consigo me manter firme em meus novos projetos por muito tempo, faço muitos planejamentos e acabo os deixando de lado logo no começo, ou quando vai muito longe, paro na metade (rsrs). Estou buscando melhorar isso, mas tenho percebido que a unica coisa em que me mantenho sempre focado é com a Astrofotografia. Não sei o que acontece mas nao consigo ficar um dia sequer sem pesquisar algo sobre o assunto. Penso que isso seja bom, me mantenho sempre no entorno disso e é uma das poucas coisas que sempre me dedico.

Hoje acabei vendendo o ultimo item do meu setup: minha DSLR Nikon D3200. Com ela aprendi basicamente quase tudo que sei sobre fotografia e principalmente astrofotografia. A pequena me aguentou bastante, hoje posso dizer que tirei uns 70% do que ela poderia me oferecer (pra mim, acho que isso é muito). Partirei para uma Canon T4i, que me servirá de forma melhor para astrofotografia  devido ao grande numero de softwares que dão suporte para DSLR Canon. Vamos aguardar para fazer os testes.

Enquanto isso estou trabalhando no reprocessamento de alguns registros do ano passado com camera e lente. Na verdade são só alguns reprocessamentos pois encontrei muitos dados sem empilhar no hd do outro notebook que queimou, então estou fazendo muita coisa do zero. Percebi em alguns uma melhoria muito significativa. O metodo é bem explicado pelo Rafael Compassi  que criou o Canal Astrofoto com muita informação boa, principalmente para quem está iniciando. Trata-se de alguns ajustes no Photoshop que revelam boa parte dos detalhes que ficam "escondidos" no resultado do empilhamento e também ajuda na remoção da vinhetagem com muita eficiência. Talvez eu faça numa postagem futura, um passo a passo de como faço esse processamento, mas você pode acompanhar detalhadamente por vídeo AQUI.

Segue abaixo os resultados comparando os registros do ano passado, com o processamento feito esse ano.

Autosave gerado pelo DSS



Primeira Edição feita em junho de 2016



Novo processamento feito em maio deste ano.



Outra imagem já trabalhada em junho do ano passado



E esta novamente processada em maio de 2017





terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Processamento M42

Um dos grandes alvos de astrofotografos, principalmente os iniciantes como eu, é a grande Nebulosa De Órion (M42). tanto pela facilidade de localização quanto pelos detalhes que ela revela mesmo em exposições curtas. Por muito tempo pelejei com o refrator de 70mm da skywatcher, mas não conseguia mais do que 5 segundos de exposição, acho que devido ao grande erro periodico que a EQ1 possuia. O fato é que agora consigo até 2 minutos de exposição com a EQ5, e nessa temporada pretendo acumular o máximo possivel de lights de Órion, espero no final possuir mais de 4 horas de exposição acumulada. Abaixo o resultado de um empilhamento da região com 18 minutos de exposição. Nesse meio tempo espero já ter conseguido preparar a guiagem da montagem, pois perdi alguns frames de 1 minuto por conta de trail nas estrelas.

M42, SW150 Nikon D3200, 18' exposição e ISO variado (400~1600)