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terça-feira, 26 de maio de 2020

Adaptando Laser Verde Para Uso na Tomada

                               

Um dos itens muito utilizados para a localização de objetos no céu noturno é o laser verde. Existem vários modelos, desde os mais simples de pilha até o mais sofisticados com bateria e chave liga/desliga. O modelo que possuo é desse mais simples, que comprei por 40 reais em um shopping popular e ele tem um grande problema de descarregar pilhas rapidamente, mesmo as alcalinas de boa qualidade acabam não durando mais do que 5 ou 6 observações, lembrando que sempre retiro as pilhas ao final de cada observação, caso contrário dependendo do tempo entre um uso e outro, já na segunda observação o feixe de luz fica extremamente fraco. 
Cansado de comprar pilhas resolvi fazer uma modificação nele, para que ele pudesse funcionar na tomada, com pilhas ou até mesmo com uma bateria de celular. 

As especificações do laser são:

Output Power: Min 2.5mW, Typical 3.0mW, Max 5.0mW 
Working current: Min 10mA, Typical 20mA, Max 25mA 
Working voltage: Min 2.3VDC, Typical 4.5VDC, Max 8.0VDC 
Wavelength: 650nm 
Working Temperature: Min -15°C, Typical 25°C, Max 35°C 
Storage Temperature: Min -20°C, Max +25°C

Ou seja, posso usar um carregador de celular sem risco de queimar o laser.

Ao desenroscar o compartimento de pilhas temos acesso a parte de alimentação do laser. A mola é entrada negativa e a borda interna, a positiva. 


Usei um cabo USB velho que tinha aqui onde removi a conexão USB mini e expus os fios internos. Aqui será importante para nós somente os fios vermelho e preto do cabo podendo isolar o restante. O fio vermelho é o positivo enquanto o negativo é o fio preto. Do outro lado, mantive a conexão USB A, de modo que eu possa usá-la em um carregador de celular. 
Daí em diante o processo é simples, com um ferro de solda solde os cabos nas polaridades respectivas (faça testes antes de fazer a solda para ver se o laser liga). 
Como a finalidade principal desse laser é usá-lo como um laser polar onde irei alinhá-lo com o eixo de ascensão reta da minha montagem EQ1 e com isso facilitar o alinhamento polar, irei descartar o compartimento de pilhas para que o laser tenha seu tamanho reduzido e evite esbarrões desnecessários. 

Inicialmente fiz somente a adaptação para o uso do laser com o carregador de celular, mas em breve montarei uma caixinha para o mesmo ser usado também com as terríveis pilhas ahahahaha e até mesmo com uma bateria. Para o uso com pilhas o processo é mais prático, já com a bateria, preciso montar um esquema para facilitar o recarregamento da mesma, mas creio que seja só questão de sentar e bolar um esquema sem muita firula.


O esquema para uso ficou dessa forma e assim que eu fizer a caixinha de pilhas e bateria compartilho com vocês. Aproveitei e já coloquei ela na montagem para testar e acabei até mesmo já alinhando com o eixo da montagem, inicialmente utilizei fita isolante que além de segurar já fazia a pressão no botão de liga/desliga e depois de alinhada usei durepoxi para dar firmeza e não correr o risco de num esbarrão ele se mover. A forma com que fiz isso fica para um próximo post. 



Ah e antes que me esqueça, use sempre o laser com muita cautela para não apontar para outras pessoas e também não apontar para aviões, pois além de crime pode causar acidentes. Evite também utilizar o laser a todo momento, principalmente em encontros de astrofotografia. Ninguém quer ter suas fotos com riscos verdes ao longo do céu como uma guerra de sabres de luz.   

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Estamos de volta


Hoje me peguei pensando que eu preciso fazer algo para contribuir com a astronomia, principalmente durante esse momento em que vivemos devido ao Covid-19. Pensei em mil maneiras não praticas de contribuição e acabei chegando a conclusão que fazer o simples é mil vezes melhor do que não fazer algo elaborado.



Lembrei-me deste blog que já estava quase mofando e puxa vida! JÁ FAZEM QUASE TRÊS ANOS DESDE MINHA ULTIMA POSTAGEM!

Muita coisa mudou de lá pra cá e muita coisa boa aconteceu também. Bom a começar pelo apartamento, deu tudo certo certo! Temos uma vista incrível e por muitas vezes não preciso descer para a área externa para fotografar, faço tudo direto da janela hahahaha.
Por falar em fotografar, essa foi uma das grandes maravilhas que aconteceram na minha vida durante esse período. Tomei gosto pela fotografia de vez e a natureza sempre foi minha grande paixão, comecei a estudar fotografia e descobri que não conhecia nem 10% de fotografia, equipamentos, ferramentas e edição. Decidi aprender um pouco mais sobre, e decidi que seria hora de vez de monetizar essa minha paixão. Entre um ensaio e outro para familiares e amigos consegui vender o meu primeiro pacote e percebi o quão prazeroso é esse momento para todos: para mim e para a família fotografada. Através das minhas fotografias de natureza consegui chamar atenção para mais pessoas e fui me consolidando. Não é muito, pois tenho apenas os finais de semana de folga do meu outro empreendimento para fotografar, ainda assim, houve tempos em que eu não parava em casa nesses finais de semana. Esse foi o período de maior aprendizado e crescimento. A cada ensaio ou evento eu descobria uma dificuldade que eu tinha e logo já tratava de corrigir isso com estudos. Esses trabalhos me permitiram fazer um upgrade no meu equipamento. Adquiri uma Canon 80D e algumas lentes novas, como a 40mm 2.8 pancake. Ah, e minha T4i que era modificada para astrofotografia acabou indo para nas mãos de outro astrofotografo. Decidi vendê-la ao perceber que precisava ter uma câmera de backup, para caso acontecesse algum imprevisto com a 80D. Após a venda uma grata surpresa também, minha esposa que já demonstrava um certo gosto por fotografar decidiu me acompanhar, então ao invés de uma câmera mais simples, com ajuda dela partimos logo para uma Canon SL2 (um excelente custo-beneficio).


Outro grande acontecimento foi conhecer inicialmente o projeto Astronomia na Serra, com encontros na Serra do Rola Moça, onde havia sempre uma palestra e logo depois subíamos para a plataforma de observação. Através desse projeto, surgiu o grupo Astrofotografia na Serra, onde no mesmo local nos reunimos para fotografar o cosmos. Belas amizades surgiram e muita troca de informação legal ocorre durante os encontros, por vezes, aprendo mais em cinco minutos de conversa do que em duas horas vendo vídeos no youtube. A galera lá é fera!


Da esquerda para direita: Eu, Gleison Quintão, Marcelo Sales, (?), Eduardo Ziller e Filipe de Lima
Enquanto digito, estou percebendo como uma coisa vai puxando a outra. Acho que nunca parei pra pensar nesse "puxa-puxa" rsrs Mas foi através do grupo no whatsapp do Astrofotografia na Serra que conheci o professor Magela do CEFET-MG. Ele é professor do Campus Contagem (que fica de frente meu apartamento), e fiz uma foto muito marcante de um raio caindo bem na direção do prédio do campus, e ao compartilhar no grupo, de prontidão o professor Magela me chamou e após um bate papo pelo aplicativo, me convidou para ir lá conhecer a unidade.

A foto do Raio "caindo" bem na direção do campus, parece até que caiu exatamente sobre o prédio não é mesmo?




Professor Magela e Eu no telhado do campus, onde está sendo instalado um camera de monitoramento de Meteoros da Exoss


Que local incrível, me deu vontade de voltar a estudar hahahaha os poucos professores que conheci lá demonstraram um interesse tão grande quando tocamos no assunto astrofotografia que me senti realmente feliz em poder estar ali naquele momento.
Combinamos algumas palestras para os alunos e logo aconteceu, a primeira foi algo bem informal, uma prática bem direta onde eles já foram logo conhecendo a câmera e os ajustes necessários.

Fotos com os alunos no primeiro encontro.


No fim desse encontro fui convidado a participar do GEDAI (Grupos de Estudos e Divulgação de Astronomia Inter campi do CEFET-MG). Lembro que foi tudo muito rápido e logo já estávamos marcando uma palestra. Essa palestra em si foi muito legal, repassando aos alunos alguns conceitos de astrofotografia e consequentemente de astronomia, haviam até mesmo professores assistindo e foi bacana demais.



1º Palestra de Astrofotografia GEDAI 



Pouco depois ocorreu o encontro anual do GEDAI chamado "Jornada GEDAI", caramba aquilo era tudo muito novo pra mim, em poucos meses eu estava inserido novamente na comunidade estudantil e em meios a cara que sempre ouvi falar mas nunca havia conhecido pessoalmente. Na Jornada falei um pouco sobre o projeto que de astrofotografia no Campus Contagem, e também um pouco mais sobre astrofotografia em geral e tive o prazer de estar próximos a pessoas como Cristóvão Jacques, um dos grande nomes da astronomia brasileira e hoje um dos sócios do SONEAR, também logo após as palestras um bate papo excepcional com o professor Rodolfo Langhi. (Que dia!)


Apresentação dos projetos iniciados na unidade Contagem
Professor Rodrigo Langhi após um bate-papo breve sobre astrofotgrafia.

Depois disso conheci muito mais pessoas ligadas ao GEDAI como o Professor Léo Gabriel, Sidney Maia, Weber Feu e o grande Sérgio, além do talentosíssimos Julio Sardinha e o Warley lá do campus Timóteo.

Em outubro do ano passado (2019), durante a Semana C&T (Ciência e Tecnologia), ministrei mais uma palestra no CEFET, dessa vez com o tema "“Astrofotografia Amadora, fotografando o cosmos com equipamentos básicos”, onde demonstro o quanto a astrofotografia é democrática, podendo ser praticada até mesmo com Smartphone. Conceitos de fotografia e os principais tipos de astrofotografia também fizeram parte dessa troca de conhecimentos tão gratificante.



Cacete, parando pra ler aqui, foi coisa pra caramba hahahahahha

E pra fechar vamos ao que interessa mais: ASTROFOTOGRAFIA!
Bom, começando pelo setup, como já disse, vendi minha câmera modificada e comecei a usar minha 80D para fotografar o céu e como o apartamento aqui é enorme, se eu adquirisse algum setup grande, tenho certeza que minha esposa me colocaria pra fora então, decidi ir para a linha do setup compacto (e barato!). O primeiro passo foi procurar uma montagem equatorial num preço justo. É obvio que não encontrei nada usado com esse quesito, o pessoal até mesmo em equipamentos usados tem pesado a mão nos valores. Então decidi por uma EQ1, é uma montagem pequena e barata que para ser usada com câmera e lente, faz até bem o seu papel. Achei uma montagem usada em SP com um greika de 60mm, tentei comprar só a montagem mas o vendedor só vendia tudo junto. Ainda assim, paguei um bom preço e um pouco depois vendi o refrator a parte, então no fim das contas ficou bem barato essa montagem. O próximo passo foi motoriza-la, e para isso comprei no aliexpress aquele motor drive da Celestron com ajuste manual de velocidade. Tentei alguns "upgrades" nessa montagem mas o mais efetivo sem duvidas foi desmontar ela toda e remontar com graxa nova. Funcionou de forma bem melhor, sem duvidas!

E por ultimo um filtro CLS-CCD para poluição luminosa, que tem me trazido boas capturas quando as faço daqui do apartamento.

Então é isso, acho que não esqueci nada importante nesse período e caso me lembre, adiciono para vocês. Aos poucos vou fazendo uma postagem mais aprofundada sobre cada equipamento.

Fiquem a vontade para deixar nos comentários observações ou até mesmo alguma dúvida. Terei o maior prazer em respondê-la.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Primeiro teste com Lente Canon EF 75-300 f/4-5.6 II para Astrofotografia




Um novo equipamento ou a troca por um outro diferente traz consigo muitas mudanças, além do equipamento (claro). Confesso que quando possuía minha Nikon d3200 cheguei em um momento em que não sentia mais prazer em fotografar, ou melhor, astrofotografar. Achava que eu já tinha tirado o máximo dela e que eu não conseguiria tirar nada de melhor além do que eu já havia conseguido. É claro que eu estava errado, mas não digo que totalmente e explico mais pra frente o porque, mas foi justamente após vender a minha Nikon é que percebi o quanto ela poderia me oferecer e as inúmeras funções que eu sequer sabia que existiam nela, e funções essas que melhorariam muito minhas fotos do dia-a-dia. Em astrofotografia nem tanto, pois usava mais em foco direto no telescópio e essas funções não acrescentariam em nada nas imagens.

Quando digo que eu não estava totalmente errado quanto ao meu desleixo, digo isto pois ao adquirir minha primeira dslr percebi uma pequena, mas importante diferença entre Canon e Nikon: o preço das lentes.As lentes Nikon com motor para foco automático embutido custam quase o dobro de uma Canon com a mesma especificações idênticas, e um exemplo disto é a comparação entre uma 50mm EF 1.8 Canon e uma 50mm 1.8 af-s Nikkor, enquanto uma nova no mercado livre custa 450 reais a outra custa 845 reais, respectivamente. Esse preço alto em lentes comuns me permitiu adquirir apenas um 35mm 1.8 e uma lente antiga 28-90mm 2.8 com foco manual. E como havia dito no principio, a mudança ou aquisição de novos equipamentos sempre traz aquela euforia, a vontade de testar tudo, de ver tudo com novos olhos, planejar durante o dia o que irá fazer e por a mão na massa a todo instante possível.


E isto aconteceu ao adquirir minha T4i e está novamente acontecendo agora que comprei minha primeira lente canon, um 75-300mm com abertura de f/4 na menor distancia focal e f/5.6 em 300mm. Não é nenhuma lente prime, pelo contrario, até onde li é uma das lentes zoom mais simples da linha mas me agradou bastante para fotos diárias. Como é bom poder voltar a fotografar aviões e pássaros a distância, com qualidade. Fazia isso com o refletor de 150/750mm da SkyWatcher, que me proporcionava cerca de 1º de visão, permitindo bons detalhes em objetos bem distantes, e agora tenho essa oportunidade novamente, que apesar de proporcionar o campo 5x maior que o telescópio, tem a vantagem de ser leve, portátil e ainda a facilidade com o foco automático ou mesmo o manual com o ajuste fino bem na ponta dos dedos.

Anu Preto no fim de tarde pela T4i e lente em 300mm

Após me divertir bastante com as possibilidades de fotos diurnas, resolvi fazer alguns testes sem muitas expectativas do céu noturno. O alvo foi a região de eta carinae, para que além da lente eu pudesse testar o principal diferencial da minha câmera, que é a modificação para astrofotografia que me permite maiores detalhes principalmente em nebulosas. Após montar tudo e configurar o intervalômetro com 5 segundos de exposição para que as estrelas não criassem rastros por conta do tripé fixo, consegui um amontoado de fotos para fazer o empilhamento e pós processamento. Somente após fazer o backup do cartão de memória percebi que esqueci de mudar o formato das imagens para raw, e acabou ficando tudo em jpeg mesmo hahahahaha confesso que sou bem voado.

Frame único da sessão de registros

No fim das contas, no tempo em que eu deixei a câmera registrando tudo sozinha no quintal e fui jantar, o céu aproveitou e resolveu fechar. Dos mais de 340 frames, só aproveitei 72 sem nuvens e ainda assim com um monte de riscos de satélites cortando o campo da fotos. Por sorte ainda assim consegui um bom resultado no empilhamento e devo confessar que a lente me surpreendeu. Pensei que iria  conseguir apenas alguns poucos detalhes no Aglomerado Aberto próximo de Eta Carinae, mas foi muito além disso, revelando muitos detalhes da nebulosa e da região no entorno. É claro que nem tudo são flores, as estrelas ficaram com um pouco de aberração cromática como eu já esperava, mas creio que isso seja resolvido fechando o diafragma da lente e jogando por volta de f/7.1 ou até mesmo f/8.0, mas só poderei fazer isso em uma montagem motorizada, para que a baixa abertura da lente possa ser compensada com exposições maiores. Abaixo o resultado final após o pós processamento no photoshop, com 5:05 minutos de exposição total e o iso de 6400 absurdamente alto rsrs


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Primeiros testes

Chegou a Canon 650d (t4i) e fiquei bem empolgado pois a mesma entrega boas imagens mesmo em iso elevado. Ainda estou apanhando com os atalhos para configurações básicas,  mas além da tela móvel ela possui sensibilidade ao toque, o que facilita muito na hora que me perco com os botões. Por enquanto não adquiri nenhuma lente, estou usando a 18-55mm que peguei emprestado com o meu cunhado e fazendo testes de todos os tipos.

Por sorte esses dias o céu estava muito bom, com a via láctea bem visível e resolvi testar com o tripé fixo. Foram 86 frames de 14 segundos com iso em 1600 e 3200, sem arquivos de ajuste como darks e flats.

Na foto abaixo temos o resultado de apenas um frame de 14 segundos, reparem como a tonalidade vermelha se destaca devido a remoção do filtro, que corrige a quantidade de luz em infravermelho que chega ao sensor da camera.


Resultado dos 86 frames empilhados no Deep Sky Stacker




E aqui a imagem final já processada no Photoshop seguindo as dicas de processamento do vídeo do Rafael Compassi que falei no ultimo post.


É claro que por ser um teste sem compromisso algum, me senti muito satisfeito com futuros registros, mas sei da limitação do setup atual também. Antes de mais nada preciso de um acompanhamento e todos os dias procuro em sites de vendas de usados e nos grupos de venda do Facebook no minimo uma EQ1 em um preço justo. Como ainda estou contando que vou para o apartamento e lá meu espaço ficará bem limitado, um setup compacto será necessário, por isso penso em uma montagem pequena com motorização, e a Canon 650d com uma lente de ampliação maior como a 200mm 2.8 que todo mundo fala muito bem. 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Aplicando novo método de pós processamento

Ta tudo andando meio bagunçado nesse momento em minha vida eu não consigo me manter firme em meus novos projetos por muito tempo, faço muitos planejamentos e acabo os deixando de lado logo no começo, ou quando vai muito longe, paro na metade (rsrs). Estou buscando melhorar isso, mas tenho percebido que a unica coisa em que me mantenho sempre focado é com a Astrofotografia. Não sei o que acontece mas nao consigo ficar um dia sequer sem pesquisar algo sobre o assunto. Penso que isso seja bom, me mantenho sempre no entorno disso e é uma das poucas coisas que sempre me dedico.

Hoje acabei vendendo o ultimo item do meu setup: minha DSLR Nikon D3200. Com ela aprendi basicamente quase tudo que sei sobre fotografia e principalmente astrofotografia. A pequena me aguentou bastante, hoje posso dizer que tirei uns 70% do que ela poderia me oferecer (pra mim, acho que isso é muito). Partirei para uma Canon T4i, que me servirá de forma melhor para astrofotografia  devido ao grande numero de softwares que dão suporte para DSLR Canon. Vamos aguardar para fazer os testes.

Enquanto isso estou trabalhando no reprocessamento de alguns registros do ano passado com camera e lente. Na verdade são só alguns reprocessamentos pois encontrei muitos dados sem empilhar no hd do outro notebook que queimou, então estou fazendo muita coisa do zero. Percebi em alguns uma melhoria muito significativa. O metodo é bem explicado pelo Rafael Compassi  que criou o Canal Astrofoto com muita informação boa, principalmente para quem está iniciando. Trata-se de alguns ajustes no Photoshop que revelam boa parte dos detalhes que ficam "escondidos" no resultado do empilhamento e também ajuda na remoção da vinhetagem com muita eficiência. Talvez eu faça numa postagem futura, um passo a passo de como faço esse processamento, mas você pode acompanhar detalhadamente por vídeo AQUI.

Segue abaixo os resultados comparando os registros do ano passado, com o processamento feito esse ano.

Autosave gerado pelo DSS



Primeira Edição feita em junho de 2016



Novo processamento feito em maio deste ano.



Outra imagem já trabalhada em junho do ano passado



E esta novamente processada em maio de 2017





quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Construção do Pilar de observação Parte 2

Seguindo com o projeto do pilar de observação, acabei esbarrando em alguns "erros de projeto", que na verdade foram causados por falta de atenção minha. O primeiro foi quanto ao modo que a montagem ficariam encaixado no pilar. A eq5 possui uma parte central que vai abaixo do nivel do tripé melhorando a estabilidade e funciona como guia para ajuste de longitude. Acabei quebrando a cabeça sobre como eu iria fazer um encaixe para essa parte, e andando pela chacara do meu pai (que já é quase um ferro velho), me deparei com um disco de freio, que me parecia ser meio caminho andado, caso precisasse aumentar o furo central, e ao chegar em casa, uma bela surpresa: o disco encaixou perfeitamente.



Disco no estado em que encontrei


Teste com o encaixe da eq5


Disco depois de passar a escova de aço


Teste para ver a estabilidade

A partir daqui começaram alguns outros problemas. Percebi que a chapa de ferro deveria ser mais grossa e que a base do pilar também deveria ter um diametro maior para melhor estabilidade. O conjunto completo ficou mais alto do que planejei (outra falha por não medir antes) e depois do conjunto todo montado me atentei que o contrapeso fica pegando na chapa de ferro e que o conjunto todo vibra de forma consideravel, mas em contrapartida a vibração cessa com 3 ou 4 segundos. Vou tentar melhorar todo o conjunto ao longo desse mês, mas confesso que fiquei triste com esses erros que pra mi são primários. Faltou um estudo completo do projeto e das possibilidades de falha.

Por outro lado fiquei satisfeito com o custo do projeto, tudo ficou em torno de R$ 60,00, com cimento, chapas, barras roscadas e parafusos e uma broca de ferro. E o principal é que consegui fazer tudo sozinho, sem apelar para serralheiro ou algum tipo de serviço extra e grande parte do material como PVC, ferragem, disco de freio e outros materiais eu possuia aqui em casa ou na chacara.






Base superior mais baixa para melhorar estabilidade



Setup montado sobre o pilar

Ainda não decidi o que vai ser feito para melhorar a estabilidade, sugestões são bem vindas, mas de início farei alguns testes para ver como ele se comporta para astrofotografia 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Contrução do pilar de observação Parte 1

Essa semana dei inicio a um antigo plano de construir um pilar de observação na parte de baixo do quintal, pois apesar de na varanda ser mais pratico por estar perto de casa, qualquer coisa pra guardar o equipamento fica bem mais fácil, mas acabava perdendo boa parte do céu por conta do telhado da varanda e também por na região sul, ter um poste abençoado bem de frente. Outro ponto de vantagem do pilar fixo em relação ao tripé móvel é não precisar ficar fazendo alinhamento todo inicio de observação, mesmo marcando o chão com as posições dos pés isso sempre me tomava um certo tempo antes de realmente poder fazer algo. Acabei por escolher no quintal um local onde o poste de iluminação não atrapalhasse e fui salvo pelo pé de fruto conde que fica bem na frente do poste fazendo sombra.




A intenção era fazer uma base firme, então perfurei um tubulão com uns 90cm de profundidade e 15cm de diametro, não sei até então se essa seria uma profundidade ideal ou se foi rasa demais, ou até mesmo se não precisa ser tão fundo, fui pela intuição e optei por rebaixar a terra no entorno do furo pois ali também tera uma uma base quadrada de concreto que irá 15cm abaixo do nivel do chão, e mais 10 cm acima. Definidas as medidas, é hora de por a mão na massa. Fiz um concreto 2x1, a cada duas latas de areia usei uma de cimento, eu deveria ter colocado brita para dar uma liga melhor, mas na pressa acabei fazendo sem. Foi preenchido 20cm do tubulão de massa com algumas pedras, e a partir dessa altura coloquei a massa e inicio da ferragem. O tubo de pvc partiu de uns 20cm abaixo do nível do chão e seguiu até a altura desejada com a armação de ferragem por dentro.
Na primeira vez que fazemos algo, só depois de algum processo é que percebemos que poderiamos ter facilitado essa etapa de alguma forma, por exemplo, na hora de preencher o concreto por dentro do pvc, este ficou sem firmeza (é claro, o concreto ainda estava totalmente mole rsrs) e vi que não conseguiria preencher ele todo pois acabaria caindo, então enchi só até uns 50cm de altura. Quando digo que poderia ter facilitado esta etapa, digo que seria muito mais fácil fazer um suporte de 3 ou 4 pontos de madeira para firmar o pvc no local desejado, mas no fim apesar do trabalho a mais sem necessidade, consegui manter na posição e no nível correto.


Local definido já perfurado, o tubulão ficou com 90cm de profundidade


Primeira etapa com concreto já virado no local

Detalhe da armação de ferragem já com a massa até metade do tubo

A etapa seguinte antes de concretar o restante do tubo era deixar pronto os parafusos que vão servir para encaixar a montagem, para isto usei 3 pedaços de 33cm de uma barra roscada 3/8, e para fixa-las no concreto e não saírem da posição, fiz um gabarito com um pedaço de madeira. Durante esse processo alguns amigos sugeriram que eu fizesse em uma tampa de pvc do mesmo tamanho do tubo, mas apesar de ser pratico porque o tamanho seria o mesmo, a pouca rigidez da tampa poderia atrapalhar na fixação deixando os parafusos tortos. abaixo as fotos do gabarito e restante do tubo e da base preenchido com concreto e parafusos acentados. Espero que em uma semana já esteja tudo seco e pronto para fixação da montagem.


Restante da base concretada e gabarito com parafusos acentados

Detalhe da posição dos parafusos

Segunda parte: Suporte para fixação da montagem.



Para acoplar a montagem ao pilar é preciso fazer uma adptação com duas chapas de ferro, parafusos e porcas. Fui a um ferro velho aqui em Belo Horizonte e de cara dei de frente com o que me serviria, duas chapas bastante enferrujadas, mas muito firmes apesar de não serem tão grossas, possuem cerca de 2mm. O dono do ferro velho me cobrou R$ 5,00 nas duas, o que já me agradou bastante. Tive algum trabalho para arrancar este ferrugem todo, mas uma escova de aço que se adapta à furadeira me poupou um bom tempo de serviço. E após a remoção de parte do ferrugem, foi aplicado um fundo anti-ferrugem e feito os furos. 


Chapas de 25x25 e 30x30 no estado em que comprei.

As duas aqui após um bom tempo sendo limpas com a escova de aço. Reparem no estado da bancada.



Fundo recém aplicado, e que após seco parece deixar a chapa mais grossa e mais firme.


Aqui as chapas já secas e devidamente furadas. A chapa de baixo irá ser fixada no pilar de concreto pelos três parafusos, e estes quatro parafusos em cada ponta irão funcionar como ajuste de altura para a chapa de cima ficar nivelada. O furo no centro será onde o barra roscada de 1/2 irá passar para fazer a união com a EQ5.




Ao longo dessa semana quando a massa estiver seca, continuo com o projeto e vou atualizando as informações. Nesse meio tempo, deverá chegar os componentes e o arduíno para fazer a guiagem.